Salesianas de São Filippo

Effatha: a relação do homem com Deus fundamentada na escuta

Em artigos teológicos, a Irmã Geovanna Moura reflete sobre a centralidade do “ouvir” na fé bíblica. Diante de um mundo ruidoso, o Evangelho de Marcos apresenta o discipulado como um caminho de abertura interior. O milagre do Effatha (“Abre-te!”) simboliza que Cristo não cura apenas os sentidos físicos, mas liberta o homem inteiro para a comunhão. Criados pelo sopro divino, nossa vocação se plenifica na escuta atenta à Palavra.

O desenvolvimento da pedagogia do amor na vida de São Filippo Smaldone

Criado em uma família cristã e influenciado pela Igreja, São Filippo Smaldone desenvolveu a “Pedagogia do Amor” para acolher os surdos, marginalizados na Itália do século XIX. Rompendo com a exclusão, ele fundou a Congregação das Irmãs Salesianas dos Sagrados Corações em 1885. Smaldone uniu didática e afeto, garantindo a esses jovens educação, dignidade profissional e o conhecimento de Deus, sendo lembrado eternamente como um pai.

Os conselhos evangélicos à luz das virtudes teologais

Em seus artigos, a Irmã Cássia de Oliveira apresenta os conselhos evangélicos — pobreza, castidade e obediência — como caminhos universais de santidade que configuram todos os batizados a Cristo. Sustentados pelas virtudes teologais, onde a fé anima a obediência, a esperança fundamenta a pobreza e a caridade guia a castidade, esse itinerário se fortalece com as práticas do jejum e da esmola; enquanto o jejum purifica o coração e educa o desapego, a esmola concretiza o amor por meio da doação, combatendo as concupiscências e restaurando a liberdade interior na busca pelo Reino de Deus.

A Tentação no Caminho de Purificação da Alma Segundo São Francisco de Sales

Nos artigos da Irmã Marcia Martins, a tentação é apresentada sob a ótica de São Francisco de Sales não como queda, mas como caminho de purificação e amadurecimento espiritual. Tendo Cristo no deserto como modelo de obediência, o fiel vence o combate contra o pecado pela caridade, vigilância e oração. Sem consentir no mal, a alma cultiva a “santa indiferença” e a humildade, abandonando-se à Providência divina para alcançar a verdadeira liberdade interior.

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